Peculiaridades dos motores marítimos

Navegar é preciso e, para isso, é preciso uma confiança extra e muita propulsão. É por isso que motores marítimos e motores para carros e caminhões são muito diferentes: o ambiente de aplicação diferenciado torna os motores marítimos muito mais complexos.

Motores marítimos são feitos para resistir literalmente até debaixo d’água, passando por modificações que lhes permitem realizar o trabalho pesado mesmo sob circunstâncias severas. Um grande número de sistemas e componentes são adicionados para aumentar a performance e garantir a segurança sem sofrer efeitos corrosivos causados pela água. Para começo de conversa, os impulsores de bomba marinhas geralmente têm componentes de cerâmica, placa de suporte de aço inoxidável e impulsor de bronze ou borracha para resistir à uma possível corrosão de água doce ou salgada.

Outra diferença fundamental é o sistema de refrigeração água/água, onde a bomba aspira água bruta (água do mar do mar por exemplo) de fora para dentro do trocador de calor acoplado ao motor, ao contrário de um sistema de refrigeração água/ar para veículos terrestres, que utilizam o ar atmosférico que passa pelo radiador e realiza o processo de troca térmica. Vale lembrar que ambos os sistemas utilizam fluido de arrefecimento com propriedades anticongelamento e anticorrosão mais água limpa que circula somente dentro das galerias do motor.

Peculiaridades dos motores marítimos
Todas essas adaptações são necessárias pois quem trabalha em embarcação sabe que o dia a dia é puxado – e isso não é só para a tripulação, mas também para o motor que precisa ser confiável, versátil, eficiente e seguro. É dessa propulsão que dependem os profissionais a bordo e os clientes em terra firme ou até mesmo o momento de lazer.

Os motores marítimos têm demanda tanto para embarcações com fins profissionais ou não. Em ambos os casos a FPT conta com uma gama de opções de 85 a 500 CV, desenvolvida especificamente para aplicações profissionais e caracterizada por um design robusto e um layout funcional.

Motores para Geração de Energia

A nova linha de motores da FPT para Geração de Energia é ideal para atender diversas aplicações. Bancos, hospitais, canteiros de obra, shopping centers, estaleiros e até para uso doméstico: onde quer que se precise de energia constante, existe um motor especialmente desenvolvido para atender.

Os motores das séries F1, NEF e Cursor possuem diversidade de aplicação e uma vasta gama entre 32 a 770 kW – todos desenvolvidos com preocupação ambiental. O modelo Cursor 13 é silencioso e ideal para ser utilizado em grandes indústrias, hospitais, fábricas e condomínios. Sua elevada capacidade de produção de energia elétrica e potência máxima merecem destaque. Em sua configuração mais potente, o motor é capaz de atingir o pico máximo de 470kW de pura potência.

Já a série F5 também segue a tendência da FPT Industrial em desenvolver motores com design compacto e com baixo custo de manutenção. O modelo F32 SM1A, por exemplo, tem capacidade para 2.9 litros de combustível e atinge potência “prime” máxima de 38 kW, com desempenho superior, se comparado aos concorrentes.

Com isso, a FPT Industrial mantém seus padrões de confiabilidade já reconhecidos no mercado. Isso é o resultado de uma ampla pesquisa e de um trabalho inovador para atender todos as aplicações com qualidade.

Tecnologia e sustentabilidade andam juntas na FPT

Pensar em motores eficientes e sustentáveis foi, por um tempo, um sonho distante. O diesel, por exemplo, até 2011, foi apontado como o responsável por 53% das emissões de CO2 na atmosfera. Por esses e outros fatores, no ano passado, a ONU estipulou para o Brasil uma meta de redução de 43% na emissão de gases do efeito estufa, até 2030.

Por isso, desenvolver produtos que aliam tecnologia, eficiência e sustentabilidade é um grande desafio quem vem apresentando bons resultados para as grandes montadoras. Sempre ligada em inovações e pesquisas científicas, a FPT lançou recentemente o motor Cursor 9 GNV, que é movido a combustível alternativo, com emissões próximas a zero e ajustável a uma transmissão automatizada para o segmento de pesados. Além dele, foram desenvolvidos também os motores F1C, N60 e Cursor 8 com potências que vão de 136 a 400 cv.

Dentro desse objetivo de apresentar soluções que ofereçam um bom desempenho, reduzam o consumo de combustível e minimizem as emissões de poluentes, a FPT usa algumas abordagens no desenvolvimento de seus motores:

– Melhorar a eficiência da energia;
– Melhorar o desempenho ambiental de motores convencionais;
– Aumentar o uso de combustíveis alternativos.

Além disso, o plano ambiental da empresa determina alguns objetivos que são muito importantes para que toda a organização e interação seja mantida, ganhando em produtividade e eficiência. Dentre eles:

– Emissões de ar: monitoramento contínuo de emissões principais que podem resultar de processos de fabricação ou da combustão de combustíveis fósseis;
– Gerenciamento de água: esforços constantes na redução do consumo total da água e em manter uma alta qualidade da água descartada;
– Gerenciamento de resíduos: melhora do método de gerenciamento de resíduos tanto pela redução da quantidade resíduos gerados quanto por aumento de taxas de recuperação e reutilização destes.

Com pequenos passos, a responsabilidade e o respeito ambiental tomam forma, na busca por um mundo mais sustentável.

Conheça propriedades e ciclos dos motores de 6 tempos

Você sabia que, além dos cilindros, o tempo também é determinante na classificação dos motores? Hoje, particularmente, vamos falar dos motores de seis tempos, que são bem parecidos com os de quatro, mas são mais eficientes e menos poluentes. Isso porque eles possuem um segundo ciclo de força e dependem diretamente do aproveitamento da energia de retorno do pistão.

Simplificando, os quatro primeiros tempos de ambos os motores, são idênticos. A mudança acontece a partir do quinto tempo em que, após o ciclo de exaustão, ao invés de injetar mais mistura ar/combustível, ele injeta água, dentro da câmara ainda quente. Logo, essa água se torna vapor, expandindo seu volume em 1600 vezes e forçando o pistão para baixo, tendo início um segundo ciclo de torque.

Em seguida, outro ciclo de expansão empurra o vapor para fora da câmara e um novo ciclo de 6 tempos começa novamente. Nessa ordem:

1º tempo: admissão de ar e combustível;
2º tempo: compressão da mistura da admissão;
3º tempo: explosão e expansão dos gases;
4º tempo: expulsão dos gases resultantes da queima;
5º tempo: admissão de água na câmara de combustão ainda quente;
6º tempo: após expansão, o vapor é expulso.

A vantagem é que, além de prover energia mecânica extra, este ciclo de injeção de água esfria o motor por dentro, deixando-o morno enquanto está funcionando. Dessa forma, a queima de combustível é menor, tornado o motor mais sustentável.