Motor disparado: como e por que isso acontece

Você provavelmente já deve ter ouvido falar em “motor disparado” ou pode, até mesmo, ter vivenciado quando os motores a diesel não eram controlados eletronicamente. Seja qual for o caso, vamos lhe dizer o que pode causar esse problema.

Por que um motor dispara?

O motor a gasolina usa uma válvula borboleta para controlar o volume de ar e, consequentemente, o volume de combustível. Nos motores a diesel, o princípio é um pouco diferente: não há válvula borboleta e a rotação do motor é determinada pela variação quantidade de combustível injetado nos cilindros.

Dessa forma, nos motores a diesel, se alguma substância inflamável começar a ser adicionada a câmara de combustão sem o devido controle, o motor poderá acelerar descontroladamente, pois, enquanto há ar e algo a ser queimado dentro dos cilindros, o motor a diesel pode continuar trabalhando. Essa aceleração não intencional é o que chamamos de “motor disparado”.

Existem varias causas que podem fazer um motor diesel disparar. Por exemplo, em motores desgastados, onde haja folga entre os pistões e as paredes do cilindro, os gases da combustão poderão passar pelos lados dos pistões, entrar no cárter e levar névoa de óleo para a admissão (em motores cujo sistema de respiro de gases é interligado com a admissão, chamados de sistema CCV – Closed Crankcase Ventilation). Como o óleo lubrificante tem propriedades de combustão semelhantes às do diesel, o motor pode trabalhar com essa admissão extra de combustível. Quanto maior a velocidade do motor, maior o volume de névoa de óleo forçado pelo respiro do cárter, causando um ciclo de alimentação do motor que poderá levá-lo ao consumo do óleo lubrificante e à consequente quebra.

Essa alimentação cíclica de óleo lubrificante também poderá acontecer se você colocar óleo lubrificante demais no motor. É por isso que os manuais são enfáticos: nunca coloque mais óleo do que o recomendado. Isso porque, em vez de vapor ou névoa de óleo, quem poderá subir pelo respiro será o próprio óleo lubrificante, que poderá causar o mesmo problema.

A situação mais comum, contudo, é quando acontece uma falha ou má regulagem da bomba injetora ou do acelerador, que injeta combustível sem controle, causando uma aceleração excessiva do motor.

Hoje, com os motores a diesel controlados eletronicamente, isso é mais difícil de acontecer, especialmente porque os motores modernos podem cortar a injeção de diesel eletronicamente, evitando situações como essa.

Se acontecer de o seu motor disparar procure se afastar o mais rápido possível, pois ele pode quebrar projetando pedaços em alta velocidade, colocando em risco sua integridade física.

Colaboração: Embaixador Luiz Noronha

Embaixador - Luiz Noronha

A importância do Biodiesel

Biodiesel

Desde o século XVIII, o petróleo vem sendo considerado como a principal matéria-prima energética e industrial do planeta. Por possuir uma grande área de utilização, o petróleo gera uma movimentação intensa no mercado mundial devido ao fato de ele ser um produto bastante lucrativo, cobiçado por vários países e principalmente responsável pelo desenvolvimento dessas nações, como o Brasil.

Entretanto os produtos derivados do petróleo são classificados como grandes poluidores do meio ambiente, desde a sua extração até o consumo de seus produtos. Depois que o planeta começou a emitir sinais de degradação devido à poluição, uma discussão sobre novas alternativas para diminuir esse consumo de petróleo e, consequentemente, a poluição gerada por seus derivados se iniciou. Por meio de energias renováveis é possível diminuir a poluição e restaurar grande parte do planeta.

Dentre os vários tipos de energia renovável existe a alternativa do biodiesel, que é um tipo de combustível extraído a partir de diversos tipos de matérias primas, como vegetais (girassol, amendoim, soja, mamona etc.) ou ainda sebo animal ou óleos de frituras reciclados. Ele pode ser utilizado em sua forma pura ou misturado ao diesel do petróleo, o que já vem sendo feito de maneira compulsória e gradativa no mercado brasileiro para abastecer veículos movidos a motores de combustão interna do ciclo diesel. O biodiesel é obtido comumente a partir de uma reação química de lipídios, óleos ou gordura, de origem animal ou vegetal, conhecida como transesterificação.

Como vantagens do biodiesel, podemos citar:

  • É uma fonte de energia renovável. Sua matéria prima pode vir de uma grande variedade de oleaginosas;
  • Sua obtenção e sua queima contribuem de maneira positiva para o balanço da emissão de CO2 na atmosfera, reduzindo também fortemente a emissão de outros poluentes, como Material Particulado, Hidrocarbonetos não Queimados e Monóxido de Carbono, com benefícios para a nossa saúde e meio ambiente;
  • O biodiesel melhora a lubricidade do Diesel, desempenhando o papel anteriormente realizado pelo Enxofre, que vem sendo gradativamente reduzido para controle de emissões de poluentes;
  • Os motores funcionam normalmente, sem precisar de modificação, com misturas até 20% de biodiesel;
  • Contribui para a agricultura familiar e aparece como fonte de renda para pequenas famílias no campo

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Colaboração: Embaixador Gustavo Teixeira

A diferença entre o diesel S-10 e o S-500

Diesel S-10 e S-500

O uso de tecnologias de ponta nos processos mecanizados é importante para eficiência econômica e produtiva da agricultura. A melhoria na eficiência de motores agrícolas ou até a adoção de novos combustíveis é necessária para reduzir os impactos ambientais e os custos das atividades agrícolas.

No Brasil, são disponibilizados dois tipos de combustível diesel: o S-10 e o S-500. Esses combustíveis são utilizados nas máquinas agrícolas em misturas com 7% de biodiesel (B5). Mas qual a diferença entre eles?

Diesel S-500

O Diesel S-500 apresenta o teor máximo de enxofre de 500mg/kg (ppm = partes por milhão), possui número de cetano 42 e é um produto adequado aos veículos a diesel fabricados antes de 1º de Janeiro de 2012, e em todas as aplicações off road da FPT (Construção e Agrícola), sendo conhecido nos postos como Diesel Comum .

O óleo diesel é utilizado em motores de combustão interna e ignição por compressão (motores do ciclo diesel), derivado do petróleo, com odor forte e característico e utilizado em automóveis, furgões, caminhões, pequenas embarcações marítimas, máquinas de grande porte, locomotivas, navios e aplicações estacionárias (geradores elétricos, por exemplo).

Diesel S-10

O óleo Diesel S-10, disponível a partir de janeiro de 2013, apresenta o teor máximo de enxofre de 10mg/kg (ppm = partes por milhão) e foi desenvolvido para atender aos requisitos da mais nova geração de motores diesel que foram projetados para emitirem menores teores de material particulado e NOx do que os produzidos até dezembro de 2011. Além do baixo teor de enxofre, esse combustível tem alto número de cetano (48 no mínimo), uma faixa estreita de variação da massa específica (820 a 850 kg/m³).

Como benefícios do diesel S-10 podemos citar a redução de até 80% das emissões de material particulado, a melhoria na ignição e redução da emissão de fumaça branca na partida a frio e a diminuição da formação de depósitos no motor e contaminantes no lubrificante.

Colaboração: embaixador Luiz Noronha

Embaixador - Luiz Noronha

Tecnologia e sustentabilidade andam juntas na FPT

Pensar em motores eficientes e sustentáveis foi, por um tempo, um sonho distante. O diesel, por exemplo, até 2011, foi apontado como o responsável por 53% das emissões de CO2 na atmosfera. Por esses e outros fatores, no ano passado, a ONU estipulou para o Brasil uma meta de redução de 43% na emissão de gases do efeito estufa, até 2030.

Por isso, desenvolver produtos que aliam tecnologia, eficiência e sustentabilidade é um grande desafio quem vem apresentando bons resultados para as grandes montadoras. Sempre ligada em inovações e pesquisas científicas, a FPT lançou recentemente o motor Cursor 9 GNV, que é movido a combustível alternativo, com emissões próximas a zero e ajustável a uma transmissão automatizada para o segmento de pesados. Além dele, foram desenvolvidos também os motores F1C, N60 e Cursor 8 com potências que vão de 136 a 400 cv.

Dentro desse objetivo de apresentar soluções que ofereçam um bom desempenho, reduzam o consumo de combustível e minimizem as emissões de poluentes, a FPT usa algumas abordagens no desenvolvimento de seus motores:

– Melhorar a eficiência da energia;
– Melhorar o desempenho ambiental de motores convencionais;
– Aumentar o uso de combustíveis alternativos.

Além disso, o plano ambiental da empresa determina alguns objetivos que são muito importantes para que toda a organização e interação seja mantida, ganhando em produtividade e eficiência. Dentre eles:

– Emissões de ar: monitoramento contínuo de emissões principais que podem resultar de processos de fabricação ou da combustão de combustíveis fósseis;
– Gerenciamento de água: esforços constantes na redução do consumo total da água e em manter uma alta qualidade da água descartada;
– Gerenciamento de resíduos: melhora do método de gerenciamento de resíduos tanto pela redução da quantidade resíduos gerados quanto por aumento de taxas de recuperação e reutilização destes.

Com pequenos passos, a responsabilidade e o respeito ambiental tomam forma, na busca por um mundo mais sustentável.

Você sabe quais os benefícios e propriedades do diesel?

O diesel é o combustível mais usado no Brasil. Derivado do petróleo, ele é utilizado principalmente na geração de energia que movimenta máquinas e motores de grande porte, como caminhões, ônibus, navios e máquinas de construção e agrícolas. Daí sua predominância e importância no país: ele é responsável por abastecer e movimentar o setor de transporte rodoviário que, por sua vez, é a principal atividade econômica brasileira. Por isso ele é responsável por alimentar parte dos motores FPT.

Sua densidade é de cerca de 0,853 kg/l, ou seja, 12% a mais que a gasolina. Quando queimado, cada litro oferece um valor energético de 35,86 MJ e libera 2,6 kg de CO2. Já sua produção, é feita a partir do refino do petróleo, pelo processo inicial de destilação fracionada, à temperatura entre 260°C e 340°C.

Na FPT, as seis famílias de motor diesel R22, F1, F5, NEF, CURSOR e VECTOR, apresentam soluções avançadas em tecnologia: arquitetura inovativa, sistemas de alimentação multi-válvulas, sistemas de injeção de alta pressão com controle eletrônico (Common Rail e, para algumas versões, Unidade Eletrônica de Injeção), sistema de pressurização eficiente com turbocompressores de geometria fixa ou variável, também duplo-estágio, e sofisticados sistemas de controle de emissões.

Classificações dos motores diesel 

De acordo com sua aplicação, ele pode ser classificado em:

– Extra Diesel Aditivado, que contém aditivos que mantém limpo o sistema de alimentação de combustível, além de reduzir o desgaste dos bicos injetores, aumentando a vida útil do motor;

– De referência ou diesel padrão, produzido especialmente para montadoras de veículos que utilizam o diesel como padrão para a homologação, ensaios de consumo, desempenho e teste de emissão;

– Metropolitano, utilizado nas regiões com maiores frotas em circulação, como capitais que necessitam de maior controle das emissões. Índice de enxofre: máximo de 0,05%;

– Interior, utilizado principalmente em regiões em que não há um grande fluxo de veículos. Índice de enxofre: 0,2%.