FPT estreia espaço próprio e leva novidades à Fenatran

Pela primeira vez, a FPT apresenta um estande próprio e uma gama de novidades para o ramo de transporte durante a Fenatran, o Salão Internacional do Transporte Rodoviário de Carga. Considerado um dos maiores e mais completos eventos voltados para toda a cadeia do transporte rodoviário de carga da América Latina, a Fenatran é uma grande oportunidade de mostrar as inovações para o público.

Motores e tecnologias expostas

O grande destaque está sendo o Powertrain, um conjunto de soluções que engloba os eixos, transmissões, motores e outras tecnologias para garantir eficiência, potência e durabilidade para os motores da FPT, que antes era utilizado apenas na Europa.

Além desse modelo, estão presentes no local um motor N67 e um Cursor 13, motores que equipam caminhões Tector, Stralis e Hi-Way da Iveco. No estande também é possível ver de perto um exemplar do motor F1C – que hoje equipa o caminhão HD80, da CAOA –, a transmissão FPT modelo 2840.6 e eixo traseiro FPT modelo NDA-SW aplicado em veículos leves.

 

Grandes diferenciais

A presença de sistemas de injeção eletrônica sofisticados (Common Rail e Unidades Injetoras Eletrônicas de terceira geração), a escolha de muitos dispositivos de admissão de ar (turbocompressores com Wastegate, Geometria Variável ou Duplo Estágio) e a disponibilidade de versões com gás natural veicular (GNV) transformam os motores da FPT na melhor solução para aplicações rodoviárias, e esse é o objetivo da marca ao levar suas soluções à Fenatran.

Como será o motor do futuro?

Aqui na FPT a inovação é palavra de ordem. Estamos sempre debruçados sobre estudos, análises e testes que consigam entregar desempenho, eficiência e economia.

Na fábrica de Sete Lagoas, Minas Gerais, são produzidos os motores F1 e NEF e é lá que algumas evoluções de cada uma dessas linhas ganhou forma.

Com essas evoluções em mente, como seria o motor do futuro? Que tipo de combustível ele vai consumir, como ele vai garantir desempenho e economia, em quais condições de proteção ao meio ambiente eclético será produzido? Listamos abaixo algumas tendências que podem virar realidade em breve, para todos os segmentos automotivos.

AUTONOMIA DE CONDUÇÃO

Marchas, aceleração, demanda de torque, ativação de turbo e outros recursos podem não depender do condutor. Com alta tecnologia embarcada, os motores serão capazes de identificar falhas e oportunidades de desempenho durante os trajetos e assim, autorregular seus índices.

Combustíveis alternativos

Você não conhecem outros combustíveis além do diesel? Essa agonia pode acabar em breve. Marcas famosas de automóveis já vêm testando soluções para que nossos veículos do futuro precisem de uma carga (possam ser recarregados) para sair rodando por aí, assim como seu celular.

PESO

Os motores são máquinas naturalmente pesadas, dado o seu volume de materiais, sistemas e proteções. No futuro, materiais mais resistentes vão tomar o espaço dos tradicionais aço, cobre, latão e outros. Além de baratear a produção, essa perda de peso vai garantir menos consumo de combustível e mais agilidade e facilidade de manobra. (A FPT já está em constante trabalho para utilizar na sua gama de motores o que há de melhor em relação a ligas metálicas. Por exemplo, nossos motores F1A e F1C já nasceram com cabeçotes de alumínio, o que não só reduz o peso do motor, como também melhora a troca térmica)

Quais são os seus palpites quanto ao motor do amanhã? Deixe seu comentário 🙂

  1. Nanotecnologia: Utilização de fluidos e materiais com nanotecnologia embarcada para reduzir a valores próximos de zero as perdas de energia por atrito
  2. Smart Systems: Utilização cada vez maior de sistemas inteligentes acoplados ao motor que, acionados sob demanda, permitem reduzir a perda de energia. Ex: Smart Alternator, Start Stop…

Combustíveis alternativos

Quando falamos de motores, potência e desempenho, um ingrediente é essencial: o combustível.
Muito além dos combustíveis que conhecemos no dia a dia, como a gasolina, o diesel e o álcool, a FPT Industrial trabalha com alternativas para garantir eficiência, sem prejudicar o meio ambiente.

Assista ao vídeo do nosso especialista Gustavo Teixeira e conheça um pouquinho mais sobre combustíveis alternativos como o Biometano e sua aplicação no mercado brasileiro com a parceria entre FPT Industrial e New Holland.

Dê o play e curta mais um Papo com Potência.

Óxido nitroso, nitrox ou nitro?

Você já ouviu falar sobre óxido nitroso?

Provavelmente sim, mas não com esta nomenclatura.

O óxido nitroso ou protóxido de nitrogênio, apresentado na fórmula química N2O, é um gás incolor e não inflamável, que serve para aumentar de forma instantânea a potência do motor de um carro. É bastante conhecido, principalmente no meio automobilístico, porém, é chamado apenas de “nitro”.

O nitro (ou Nitrox) é utilizado em motores de combustão interna. Assim como a turboalimentação, a injeção de óxido nitroso nas câmaras de combustão tem como objetivo elevar a massa de oxigênio injetada. Neste caso, o óxido nitroso diminui o aquecimento da câmara de combustão, fazendo com que uma quantidade maior de mistura ar-combustível seja injetada na mesma. Isto permite queimar maior quantidade de combustível numa mesma câmara de combustão.

Nos motores a álcool ou gasolina, a produção do movimento começa pela queima de combustível nas câmaras de combustão. Essas câmaras contém um cilindro, dois kits válvulas (podendo ser 2, 4 ou mais válvulas por cilindro, dependendo do fabricante) – um kit de admissão e outra de escape – e uma vela de ignição. O pistão que se move no interior do cilindro é acoplado a biela que se articula com o virabrequim. O virabrequim ao girar faz com que o movimento chegue as rodas através do sistema de transmissão do carro.

O óxido nitroso pode ser vendido em forma de kit ou por peça, geralmente o kit básico acompanha: um cilindro, solenóides, mangueiras, bicos injetores (foggers) e peças para acabamento, sendo o cilindro a peça de destaque.

Ao contrário do que se pode imaginar, o nitro não explode. Pelo contrário, o óxido nitroso é muito utilizado na área médica e na odontologia. Administrado, juntamente com o oxigênio, possui efeito analgésico e sedativo. Em anestesia geral, a adição de óxido nitroso ao oxigênio permite uma redução da quantidade do agente anestésico mais caro, obtendo-se o mesmo efeito. O óxido nitroso, apesar de fornecer oxigênio, não é um comburente por si só. Portanto, ele é inerte em condições de temperatura e pressão ambientes. Em caso de vazamento ou acidente com o cilindro, mangueiras, ou mesmo falhas, o nitro não oferece riscos.

Para resumir todo esse processo, podemos explicar a funcionalidade do nitro em 3 fases:

1. Resfriamento da mistura admitida, o que aumenta a massa de mistura na câmara de combustão;

2. Combustível e mais oxigênio nos cilindros;

3. Resfriamento das câmaras de combustão do motor (nitrogênio).

Por fim, é importante dizer que o nitro pode ser usado em qualquer carro, então há a vantagem de trocar de carro e reinstalar o kit. O único acerto a ser feito seria a substituição dos giclês (jets), para o acerto de mistura óxido nitroso e combustível.

Gostou do nosso texto? Deu para ter uma ideia melhor de como funciona o famoso nitro?

Então deixe seus comentários, dúvidas e sugestões abaixo.

Conheça o Technical Center FPT Industrial no Brasil

Você já ouviu falar sobre o Technical Center FPT localizado na cidade de Betim (MG)?

O espaço possui uma área total de 4.085 m² e foi criado com o objetivo de atender todas as demandas da América Latina. Dividido em dois andares, com três salas para reuniões e dois salões, o diferencial do espaço é dedicado a área de pesquisa, tendo uma oficina de protótipo com 312 m² para testes e execução dos motores. O espaço ainda conta com uma área ambiental.

Em 2010, a FPT Industrial recebeu a certificação de Bronze no World Class Manufacturing (WCM) em sua fábrica localizada em Sete Lagoas (MG), e agora em 2016 recebeu a certificação de nível Prata, provando mais uma vez o padrão elevado da FPT em seus processos de fabricação.

No vídeo abaixo, com a Gabriela e o Rodrigo, você pode fazer um tour pela Technical Center e conhecer um pouco mais sobre os departamentos e etapas no processo de criação de motores, que movimentam desde máquinas gigantes até geradores de energia.

Clica aí no nosso papo com potência!

 

 

Materiais nobres para motores potentes

Você certamente já ouviu falar em titânio e DLC (ou Diamond-Like Carbon). Esses materiais são alguns dos escalados para compor os motores FPT, com a intenção de aumentar sua vida útil e trazer mais leveza ao dia a dia, além de aumentar a qualidade e conferir o melhor custo-benefício.

O DLC é uma variação de carbono, que possui algumas propriedades típicas do diamante. Normalmente, é utilizado como revestimento para outros materiais e, no caso dos motores, está presente conferindo mais resistência principalmente em balancins. Por ser 100% usado para indústrias, o DLC pode ser aplicado em grandes áreas e possui alta aderência em aços de baixa e alta liga.

Já as ligas de titânio apresentam propriedades importantes, principalmente para os motores. Elas possuem:

  • Baixa densidade;
  • Boa resistência mecânica à tração;
  • Excelente resistência à corrosão;
  • Relativa abundância na natureza (é o nono metal mais abundante).

Dessa forma, o titânio entra para aumentar a resistência a altas temperaturas. O trabalho a frio aumenta a resistência mecânica e, o aumento de temperatura de trabalho, que provoca rápida queda de resistência mecânica no alumínio, apresenta este efeito.

Essa tecnologia é usada em caminhões pesados, como o Iveco Stralis, e também em máquinas agrícolas e de construção no segmento off road.

E você? O que acha da utilização de materiais nobres na composição dos motores? Conte nos comentários.

Cuide do seu motor FPT fazendo manutenções preventivas

Você sabia que a manutenção preventiva é muito importante para a saúde do motor? Seja de caminhões, embarcações, máquinas de construção ou agrícolas, fazer manutenções preventivas regularmente é necessário para o bom funcionamento das partes móveis do motor, além de prevenir gastos desnecessários.

Ao realizar a manutenção preventiva do motor, a probabilidade de falhas é reduzida, pois as inspeções reparam e ajustam defeitos das peças, evitando irregularidades e o risco de fundir o motor.

A manutenção inclui:

– revisão sistemática;

– lubrificação periódica;

– planos de inspeção de equipamentos;

– aferição de instrumentos;

– checar os ajustes do motor;

– inspeção dos filtros de lubrificante, ar e combustível;

– troca de óleo.

O período de uma revisão para a outra depende muito da recomendação do fabricante e das horas de funcionamento da sua máquina ou quilômetros rodados pelo seu bruto.

Benefícios da manutenção preventiva do motor 

Aumento da vida útil do motor, bom estado técnico e operacional, conservação, prevenção de interferências externas que geram alto custo de correção, redução de riscos de falhas e quebras.

Não se esqueça: consulte sempre o manual para saber exatamente o tempo de uma manutenção para outra. Outro lembrete: anote as datas de manutenção. Assim, você não perde as contas e fica sempre em dia com seu companheiro.

Motores para Geração de Energia

A nova linha de motores da FPT para Geração de Energia é ideal para atender diversas aplicações. Bancos, hospitais, canteiros de obra, shopping centers, estaleiros e até para uso doméstico: onde quer que se precise de energia constante, existe um motor especialmente desenvolvido para atender.

Os motores das séries F1, NEF e Cursor possuem diversidade de aplicação e uma vasta gama entre 32 a 770 kW – todos desenvolvidos com preocupação ambiental. O modelo Cursor 13 é silencioso e ideal para ser utilizado em grandes indústrias, hospitais, fábricas e condomínios. Sua elevada capacidade de produção de energia elétrica e potência máxima merecem destaque. Em sua configuração mais potente, o motor é capaz de atingir o pico máximo de 470kW de pura potência.

Já a série F5 também segue a tendência da FPT Industrial em desenvolver motores com design compacto e com baixo custo de manutenção. O modelo F32 SM1A, por exemplo, tem capacidade para 2.9 litros de combustível e atinge potência “prime” máxima de 38 kW, com desempenho superior, se comparado aos concorrentes.

Com isso, a FPT Industrial mantém seus padrões de confiabilidade já reconhecidos no mercado. Isso é o resultado de uma ampla pesquisa e de um trabalho inovador para atender todos as aplicações com qualidade.

Tecnologia e sustentabilidade andam juntas na FPT

Pensar em motores eficientes e sustentáveis foi, por um tempo, um sonho distante. O diesel, por exemplo, até 2011, foi apontado como o responsável por 53% das emissões de CO2 na atmosfera. Por esses e outros fatores, no ano passado, a ONU estipulou para o Brasil uma meta de redução de 43% na emissão de gases do efeito estufa, até 2030.

Por isso, desenvolver produtos que aliam tecnologia, eficiência e sustentabilidade é um grande desafio quem vem apresentando bons resultados para as grandes montadoras. Sempre ligada em inovações e pesquisas científicas, a FPT lançou recentemente o motor Cursor 9 GNV, que é movido a combustível alternativo, com emissões próximas a zero e ajustável a uma transmissão automatizada para o segmento de pesados. Além dele, foram desenvolvidos também os motores F1C, N60 e Cursor 8 com potências que vão de 136 a 400 cv.

Dentro desse objetivo de apresentar soluções que ofereçam um bom desempenho, reduzam o consumo de combustível e minimizem as emissões de poluentes, a FPT usa algumas abordagens no desenvolvimento de seus motores:

– Melhorar a eficiência da energia;
– Melhorar o desempenho ambiental de motores convencionais;
– Aumentar o uso de combustíveis alternativos.

Além disso, o plano ambiental da empresa determina alguns objetivos que são muito importantes para que toda a organização e interação seja mantida, ganhando em produtividade e eficiência. Dentre eles:

– Emissões de ar: monitoramento contínuo de emissões principais que podem resultar de processos de fabricação ou da combustão de combustíveis fósseis;
– Gerenciamento de água: esforços constantes na redução do consumo total da água e em manter uma alta qualidade da água descartada;
– Gerenciamento de resíduos: melhora do método de gerenciamento de resíduos tanto pela redução da quantidade resíduos gerados quanto por aumento de taxas de recuperação e reutilização destes.

Com pequenos passos, a responsabilidade e o respeito ambiental tomam forma, na busca por um mundo mais sustentável.

Reduzindo a poluição atmosférica com o ARLA 32 nos motores FPT

Os veículos têm uma participação significativa na redução da qualidade do ar. A queima do diesel é uma das principais causas de emissão de NOx (Óxido de Nitrogênio) que, por sua vez, é uma das principais fontes de poluição atmosférica. Por isso, é necessário que os motores possuam um sistema que funcione como um filtro, realizando a chamada Redução Catalítica Seletiva. O SCR-NOx reduz o NOx em nitrogênio (N2) e água (H2O), na presença de um agente redutor.

Os motores do Iveco Stralis são um bom exemplo na realização de SCR. Em suas duas versões (o Stralis oferece duas opções de motorização FPT: Cursor 9 e 13), ele atende às normas do Proconve-P7, reduzindo a emissão de poluentes em até 85% e otimizando o consumo de combustível. Isso graças ao ARLA 32, um agente redutor líquido presente nos motores FPT e que, ao entrar em contato com o NOx, realiza a conversão do mesmo em substâncias menos nocivas ao meio ambiente.

O que é o ARLA 32 e como funciona?

O ARLA 32 não é um combustível nem um aditivo para combustíveis. Ele é uma substância inofensiva, composta por ureia, e inserida em um tanque próprio, localizado no veículo. Por não ser inflamável nem explosivo, ele é de fácil transporte e manuseio. A substância deve ser injetada no tubo de exaustão, localizado em frente ao catalisador SCR. Conforme a temperatura aumenta, o ARLA 32 se converte em amônia e dióxido de carbono. Quando o óxido de nitrogênio (NOx) gasoso do tubo de exaustão reage com a amônia dentro do catalisador, as moléculas nocivas de NOx são convertidas em nitrogênio e água, que é liberada na atmosfera como vapor, reduzindo o número de poluentes comuns do combustível.

Para garantir o funcionamento correto do seu sistema SCR, lembre-se de utilizar apenas ARLA 32 de alta qualidade e certificado. Um reagente inferior ou similar não é puro o suficiente e pode contaminar o sistema com impurezas.