Porque não chipar o seu motor

Os motores com injeção eletrônica de hoje em dia possuem um nível de tecnologia tão avançado que suas funções são gerenciadas por uma central que controla inúmeros detalhes, tais como a tempo de abertura de bicos, ângulo de injeção de combustível, pressão de injeção, queima de combustível, corte de giro, estabilidade de marcha lenta, limitações de velocidade e muitos outros.

Quando se fala em “chipar o motor”, as pessoas estão se referindo à prática de modificar os parâmetros da injeção eletrônica quanto às suas variáveis, podendo aumentar a potência do veículo e elevar o torque em baixas rotações. Porém, a FPT não recomenda a realização dessas alterações na calibração original do motor.

Nossos engenheiros desenvolveram cada versão de motor buscando a melhor relação entre desempenho, consumo, durabilidade e, é claro, respeitando os níveis de emissões. Quando você altera o software do motor, acaba prejudicando outros parâmetros e, muitas vezes, só descobrirá a falha quando seu bruto quebrar. Por exemplo: você aumenta a potência, mas pode comprometer a temperatura do turbo e pistões, pressão no interior do cilindro, que comprometem os pistões, bielas, casquilhos, fazendo-os durar muito menos. Vale lembrar também que qualquer modificação do tipo acarreta na perda da Garantia. E aí o prejuízo no bolso pode ser muito maior…

Quando você “chipa o motor”, os ganhos podem até ser imediatos. Porém, a longo prazo, eles não compensam os estragos que podem acontecer. Nossos motores já são desenvolvidos para atender perfeitamente a sua missão.

Como prevenir quebras na região do anel do pistão

Antes que as quebras possam ser prevenidas, devemos primeiramente entender as causas que levam ao dano. A região dos anéis do êmbolo pode ser danificada pela elevação do pico de pressão da combustão ou pela detonação excessiva do combustível (ciclo otto).

A forma da fissura raramente é vertical, e normalmente o ângulo da linha de quebra indicará a direção da força (ascendente ou descendente) que a causou. Munido dessa informação é mais provável que você identifique o motivo do dano. A fissura na região danificada geralmente forma um “\/” ou “/\”. Se pensarmos no “\/” como uma cunha e se a cunha foi induzida, as linhas da queda estariam se aproximando e não se separando. A força que causou a quebra deve ter forçado a cunha para fora e vindo da direção do ápice do “\/”.

Se as fendas ou linhas de fissura tiverem a forma de “\/”, como na figura acima, a força do dano deve ter vindo da direção da extremidade aberta do pistão. As forças naturais exercidas sobre um pistão a partir dessa direção são relativamente pequenas e não podem causar a quebra dessa região. A causa mais provável desse tipo de dano seria um problema de montagem que poderia fazer com que os anéis entrassem em contacto com o topo do cilindro. A pressão extra, necessária para tentar empurrar o pistão no cilindro, força os anéis para cima, fraturando a região. As aberturas de anel de pistão que sujam portas de cilindro em motores de dois tempos também podem causar esse tipo de dano. A falta de anéis de pistão nas portas dos cilindros nos motores de dois tempos também pode causar esse tipo de dano.

As fissuras que possuem essa forma “/\”, como mostrado na figura acima, indicam que a força prejudicial veio da extremidade da coroa do pistão, sendo a sobrecarga a causa mais comum. Uma taxa de compressão muito alta por ignição avançada, pré-ignição ou detonação pode causar essa forma de quebra. Verifique então o ponto de injeção, a altura dos pistões e não utilize combustíveis de má qualidade. Caso contrário, a substituição do pistão rachado pode não resolver o problema permanentemente.

Superaquecimento: Causas, cuidados e os porquês.

Manutenção é fundamental. Isso você já sabe. Mas ainda assim, mesmo com tudo em dia e você tendo o maior cuidado e carinho com sua máquina, pode acontecer de alguma coisa acabar impedindo o motor de absorver, transferir e eliminar calor. Essa breve interrupção de troca de calor com o ambiente externo pode acontecer enquanto você cruza as estradas, rasga os campos ou desbrava o canteiro de obras. E, por isso, abaixo explicamos algumas causas comuns e cuidados.

O líquido de arrefecimento é essencial para manter o funcionamento do motor em temperatura ideal. Já checou o nível hoje? Mantenha as proporções corretas de aditivo e garanta não só a temperatura correta, mas também a vida útil do seu motor.

Baixo nível de óleo também é mau sinal, troque na frequência certa e não reutilize óleo antigo.

Os radiadores e muitos outros componentes do motor são prejudicados pelo superaquecimento. O cabeçote geralmente tem sua tampa queimada e/ou rachada, sem falar nos cilindros que acabam sendo deformados.

Então, fique atento:

  • Fumaça de cores claras ou vapor saindo do motor;
  • Avisos no painel de caminhão ou máquina;
  • Ar quente saindo pelas saídas de ar condicionado e ventilação podem ser sinais de aquecimento. Atue imediatamente e evite maiores problemas.

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