Reduzindo a poluição atmosférica com o ARLA 32 nos motores FPT

Os veículos têm uma participação significativa na redução da qualidade do ar. A queima do diesel é uma das principais causas de emissão de NOx (Óxido de Nitrogênio) que, por sua vez, é uma das principais fontes de poluição atmosférica. Por isso, é necessário que os motores possuam um sistema que funcione como um filtro, realizando a chamada Redução Catalítica Seletiva. O SCR-NOx reduz o NOx em nitrogênio (N2) e água (H2O), na presença de um agente redutor.

Os motores do Iveco Stralis são um bom exemplo na realização de SCR. Em suas duas versões (o Stralis oferece duas opções de motorização FPT: Cursor 9 e 13), ele atende às normas do Proconve-P7, reduzindo a emissão de poluentes em até 85% e otimizando o consumo de combustível. Isso graças ao ARLA 32, um agente redutor líquido presente nos motores FPT e que, ao entrar em contato com o NOx, realiza a conversão do mesmo em substâncias menos nocivas ao meio ambiente.

O que é o ARLA 32 e como funciona?

O ARLA 32 não é um combustível nem um aditivo para combustíveis. Ele é uma substância inofensiva, composta por ureia, e inserida em um tanque próprio, localizado no veículo. Por não ser inflamável nem explosivo, ele é de fácil transporte e manuseio. A substância deve ser injetada no tubo de exaustão, localizado em frente ao catalisador SCR. Conforme a temperatura aumenta, o ARLA 32 se converte em amônia e dióxido de carbono. Quando o óxido de nitrogênio (NOx) gasoso do tubo de exaustão reage com a amônia dentro do catalisador, as moléculas nocivas de NOx são convertidas em nitrogênio e água, que é liberada na atmosfera como vapor, reduzindo o número de poluentes comuns do combustível.

Para garantir o funcionamento correto do seu sistema SCR, lembre-se de utilizar apenas ARLA 32 de alta qualidade e certificado. Um reagente inferior ou similar não é puro o suficiente e pode contaminar o sistema com impurezas.

 

 

 

Saiba quais os tipos de motores em relação ao número de cilindros

Para que um motor consiga atingir potências mais altas e seja mais silencioso, ele depende diretamente dos cilindros. O uso de vários cilindros permite um torque mais regular, retomadas mais eficientes e uma marcha silenciosa, características importantes no desempenho de qualquer veículo.

O número de cilindros dos motores pode ir desde um único, como em algumas motosserras, até 14, como é o caso de caminhões, máquinas de construção e agrícolas. Em cada motor, os cilindros são agrupados de uma forma, dependendo do espaço disponível para a instalação e do tipo de veículo.

Assim, temos cilindros distribuídos em linha, contrapostos e em V.

Motores em linha

Nesses motores, os cilindros são paralelos, se movendo sempre na horizontal, ou seja: todos eles sobem e descem na mesma direção. Dessa forma, o funcionamento é uniforme, com um ganho significativo de torque em rotações mais baixas. De construção e manutenção mais simples, eles podem apresentar variações de até 14 cilindros.

Vantagens:

– A engenharia é bem mais simples. Logo, os custos de produção são menores.

Desvantagens:

– A principal desvantagem desses motores é a refrigeração. Os cilindros localizados no centro do motor se aquecem rapidamente e, por isso, o ajuste da alimentação é diferente;

– Quando mais cilindros, mais largo o motor fica, dificultando sua aplicação.

Motores contrapostos

Também conhecidos como Boxer, esses motores são largos e mais achatados. Os cilindros são montados em posição horizontal e longitudinal, proporcionando um centro de gravidade mais baixo, dando mais estabilidade e controle.

Vantagens:

– Ele ocupa menos espaço;

– Possui menor nível de vibrações, devido ao melhor balanço rotacional.

Desvantagens:

– Configuração inadequada para mais de 6 cilindros.

Motores em V

Nos motores em V, os cilindros não atuam de forma paralela. Sua forma tende a ser mais cúbica e há uma diferença de cerca de 60° entre um cilindro e outro.

Vantagens:

– Com os cilindros dispostos de forma mais compacta, a largura do motor não se alarga;

– Essa disposição favorece o resfriamento dos cilindros;

– Maior rendimento mecânico por comportar mais cilindros;

– Por ocuparem menos espaço, existem frentes mais baixas, favorecendo a aerodinâmica.

Desvantagens

– Vibração maior;

– Engenharia mais complexa;

– Maior ruído.

Os cilindros devem ser compatíveis com os motores para cada aplicação. Curtiu o detalhamento de cada tipo de motor versus seus cilindros? Tem mais alguma dúvida? Deixe um comentário aqui pra gente.

[Na foto, o motor FPT 10,3L, com seis cilindros em linha]

Curiosidades: acelerar ao ligar e desligar seu veículo pode danificar o motor?

Ligar e desligar o motor de seu veículo ou máquina não parece uma tarefa complicada, não é mesmo? Realmente não há nenhum mistério, mas quando envolvemos aceleração em meio a esses processos, é preciso tomar alguns cuidados.

Não se deve, por exemplo, acelerar o veículo logo após dar a partida. O ideal, para proteger do desgaste as peças como anéis, cilindros e pistões, é aguardar alguns segundos para que o óleo lubrificante circule por todo o motor. Quando não há esse intervalo de no mínimo 30 segundos entre os processos, ocorre um atrito metal-metal das peças do motor. E isso pode causar um desgaste prematuro dos componentes.

A regra vale, também, ao desligar o veículo. Depois de um longo período ligado, a temperatura do motor passa a ser muito alta. Por isso, o ideal é esperar um pouquinho, entre 30 e 60 segundos, com o veículo em marcha-lenta, para que aconteça uma boa circulação no sistema de arrefecimento. Ao reduzir a temperatura do motor, é reduzida também a rotação e uma boa lubrificação do turbo é realizada automaticamente, evitando danos e desgastes do motor.

Gostou da dica? Se tiver alguma dúvida sobre aceleração e desgaste do motor, deixe nos comentários!

Fonte: Blog da Iveco

Você sabe quais os benefícios e propriedades do diesel?

O diesel é o combustível mais usado no Brasil. Derivado do petróleo, ele é utilizado principalmente na geração de energia que movimenta máquinas e motores de grande porte, como caminhões, ônibus, navios e máquinas de construção e agrícolas. Daí sua predominância e importância no país: ele é responsável por abastecer e movimentar o setor de transporte rodoviário que, por sua vez, é a principal atividade econômica brasileira. Por isso ele é responsável por alimentar parte dos motores FPT.

Sua densidade é de cerca de 0,853 kg/l, ou seja, 12% a mais que a gasolina. Quando queimado, cada litro oferece um valor energético de 35,86 MJ e libera 2,6 kg de CO2. Já sua produção, é feita a partir do refino do petróleo, pelo processo inicial de destilação fracionada, à temperatura entre 260°C e 340°C.

Na FPT, as seis famílias de motor diesel R22, F1, F5, NEF, CURSOR e VECTOR, apresentam soluções avançadas em tecnologia: arquitetura inovativa, sistemas de alimentação multi-válvulas, sistemas de injeção de alta pressão com controle eletrônico (Common Rail e, para algumas versões, Unidade Eletrônica de Injeção), sistema de pressurização eficiente com turbocompressores de geometria fixa ou variável, também duplo-estágio, e sofisticados sistemas de controle de emissões.

Classificações dos motores diesel 

De acordo com sua aplicação, ele pode ser classificado em:

– Extra Diesel Aditivado, que contém aditivos que mantém limpo o sistema de alimentação de combustível, além de reduzir o desgaste dos bicos injetores, aumentando a vida útil do motor;

– De referência ou diesel padrão, produzido especialmente para montadoras de veículos que utilizam o diesel como padrão para a homologação, ensaios de consumo, desempenho e teste de emissão;

– Metropolitano, utilizado nas regiões com maiores frotas em circulação, como capitais que necessitam de maior controle das emissões. Índice de enxofre: máximo de 0,05%;

– Interior, utilizado principalmente em regiões em que não há um grande fluxo de veículos. Índice de enxofre: 0,2%.