5 dicas simples para elevar a vida útil do seu motor

Elevar a vida útil do motor é tão fácil quanto dirigir. Com apenas alguns cuidados simples, você evita dores de cabeça e ainda aumenta a durabilidade do seu veículo.

Pensando nisso, separamos algumas dicas simples e eficientes para ajudar você nessa tarefa.

Troque o óleo periodicamente

O óleo lubrificante é responsável por lubrificar peças móveis do motor e remover partículas e impurezas, realizando sua limpeza. Por isso, ele precisa ser trocado dentro do prazo estabelecido.

Como a periodicidade de troca pode variar conforme o modelo do seu veículo e até a finalidade (caminhões, embarcações, máquinas agrícolas ou de construção também entram na lista), o ideal é respeitar as indicações contidas no manual do usuário e estar sempre em contato com a concessionária.

Substitua os filtros

Os filtros de óleo, ar e de combustível são responsáveis pelo armazenamento de várias impurezas que poderiam entrar em contato com o motor. Para evitar que isso aconteça, eles devem ser substituídos.

O filtro de óleo precisa ser trocado no momento da troca do lubrificante. Já o de combustível e o de ar, a cada 10 mil quilômetros rodados – o que também varia de modelo para modelo.

Reforçar a importância do uso de filtros e fluidos originais.

Confira o fluido do radiador

O nível do reservatório nunca pode ultrapassar o nível máximo permitido, muito menos ficar abaixo do nível mínimo. Caso isso ocorra, o motor pode sofrer com superaquecimento.

Outros cuidados para evitar esse superaquecimento é trocar o aditivo do radiador e fazer a limpeza do sistema de arrefecimento, conforme indicações do manual do usuário e da concessionária.

Fique atento na troca de marchas

Sabe aquela mania de esticar a troca de marchas? Ela pode desgastar seu motor e diminuir sua vida útil. Por isso, é importante fazer as trocas corretamente e com suavidade.

A redução na troca da marcha também deve ser realizada corretamente, a fim de se evitar o sobregiro do motor.

Não exagere na aceleração

Quando aceleramos exageradamente, podemos acelerar o desgaste do motor e aumentar o gasto de combustível. É importante acelerar de forma suave, evitando deixar o motor em elevadas rotações (sinalizadas em vermelho no conta-giros do veículo).

Tem alguma outra dica? Compartilhe conosco nos comentários.

Motor disparado: como e por que isso acontece

Você provavelmente já deve ter ouvido falar em “motor disparado” ou pode, até mesmo, ter vivenciado quando os motores a diesel não eram controlados eletronicamente. Seja qual for o caso, vamos lhe dizer o que pode causar esse problema.

Por que um motor dispara?

O motor a gasolina usa uma válvula borboleta para controlar o volume de ar e, consequentemente, o volume de combustível. Nos motores a diesel, o princípio é um pouco diferente: não há válvula borboleta e a rotação do motor é determinada pela variação quantidade de combustível injetado nos cilindros.

Dessa forma, nos motores a diesel, se alguma substância inflamável começar a ser adicionada a câmara de combustão sem o devido controle, o motor poderá acelerar descontroladamente, pois, enquanto há ar e algo a ser queimado dentro dos cilindros, o motor a diesel pode continuar trabalhando. Essa aceleração não intencional é o que chamamos de “motor disparado”.

Existem varias causas que podem fazer um motor diesel disparar. Por exemplo, em motores desgastados, onde haja folga entre os pistões e as paredes do cilindro, os gases da combustão poderão passar pelos lados dos pistões, entrar no cárter e levar névoa de óleo para a admissão (em motores cujo sistema de respiro de gases é interligado com a admissão, chamados de sistema CCV – Closed Crankcase Ventilation). Como o óleo lubrificante tem propriedades de combustão semelhantes às do diesel, o motor pode trabalhar com essa admissão extra de combustível. Quanto maior a velocidade do motor, maior o volume de névoa de óleo forçado pelo respiro do cárter, causando um ciclo de alimentação do motor que poderá levá-lo ao consumo do óleo lubrificante e à consequente quebra.

Essa alimentação cíclica de óleo lubrificante também poderá acontecer se você colocar óleo lubrificante demais no motor. É por isso que os manuais são enfáticos: nunca coloque mais óleo do que o recomendado. Isso porque, em vez de vapor ou névoa de óleo, quem poderá subir pelo respiro será o próprio óleo lubrificante, que poderá causar o mesmo problema.

A situação mais comum, contudo, é quando acontece uma falha ou má regulagem da bomba injetora ou do acelerador, que injeta combustível sem controle, causando uma aceleração excessiva do motor.

Hoje, com os motores a diesel controlados eletronicamente, isso é mais difícil de acontecer, especialmente porque os motores modernos podem cortar a injeção de diesel eletronicamente, evitando situações como essa.

Se acontecer de o seu motor disparar procure se afastar o mais rápido possível, pois ele pode quebrar projetando pedaços em alta velocidade, colocando em risco sua integridade física.

Colaboração: Embaixador Luiz Noronha

Embaixador - Luiz Noronha

Como prevenir quebras na região do anel do pistão

Antes que as quebras possam ser prevenidas, devemos primeiramente entender as causas que levam ao dano. A região dos anéis do êmbolo pode ser danificada pela elevação do pico de pressão da combustão ou pela detonação excessiva do combustível (ciclo otto).

A forma da fissura raramente é vertical, e normalmente o ângulo da linha de quebra indicará a direção da força (ascendente ou descendente) que a causou. Munido dessa informação é mais provável que você identifique o motivo do dano. A fissura na região danificada geralmente forma um “\/” ou “/\”. Se pensarmos no “\/” como uma cunha e se a cunha foi induzida, as linhas da queda estariam se aproximando e não se separando. A força que causou a quebra deve ter forçado a cunha para fora e vindo da direção do ápice do “\/”.

Se as fendas ou linhas de fissura tiverem a forma de “\/”, como na figura acima, a força do dano deve ter vindo da direção da extremidade aberta do pistão. As forças naturais exercidas sobre um pistão a partir dessa direção são relativamente pequenas e não podem causar a quebra dessa região. A causa mais provável desse tipo de dano seria um problema de montagem que poderia fazer com que os anéis entrassem em contacto com o topo do cilindro. A pressão extra, necessária para tentar empurrar o pistão no cilindro, força os anéis para cima, fraturando a região. As aberturas de anel de pistão que sujam portas de cilindro em motores de dois tempos também podem causar esse tipo de dano. A falta de anéis de pistão nas portas dos cilindros nos motores de dois tempos também pode causar esse tipo de dano.

As fissuras que possuem essa forma “/\”, como mostrado na figura acima, indicam que a força prejudicial veio da extremidade da coroa do pistão, sendo a sobrecarga a causa mais comum. Uma taxa de compressão muito alta por ignição avançada, pré-ignição ou detonação pode causar essa forma de quebra. Verifique então o ponto de injeção, a altura dos pistões e não utilize combustíveis de má qualidade. Caso contrário, a substituição do pistão rachado pode não resolver o problema permanentemente.