Pintura de motores marítimos

Engana-se quem acredita que motores são todos iguais e servem apenas para gerar energia e força. Dependendo da sua função, eles possuem uma estrutura, peças e até um design diferenciado para garantir a segurança e o desempenho do equipamento que estão instalados.

Os motores marítimos são um exemplo! Sua pintura possui detalhes especiais e interessantes que fazem um item a ser explorado. Ficou curioso? Siga as perguntas abaixo e esclareça as dúvidas relacionadas a esse tema!

As tintas dos motores marítimos possuem componentes diferenciados?

Sim, como os motores ficam em ambientes salubres, principalmente por causa da maresia, eles recebem uma tinta epoxi cuja a composição é diferente de outro tipo de motores. Elas possuem propriedades anticorrosivas para garantir a durabilidade dos equipamentos, já que sabemos que a combinação de umidade + sal + metal = ferrugem.
Além disso, elas suportam altas temperaturas, sendo um mecanismo de segurança, já que serve de barreira (até determinada temperatura), evitando vazamentos de líquidos inflamáveis.

Por que os motores marítimos da FPT são claros?

O ambiente onde os motores estão situados, porões, proas, casa de máquinas tendem a ser pouco iluminados. Assim, quando o tom do motor é claro, fica mais fácil identificar algum problema como corrosão ou líquidos. É considerada como mais uma medida de proteção.
Também facilita na hora de limpar o equipamento.

E o design?

Claro que o fator de design também é considerado na hora de escolher a cor! A tintura é algo que vai além da proteção, sendo a estética uma preocupação dos engenheiros da FPT na hora de desenvolver um novo produto. A opção pela tinta branca é uma delas!
Confira aqui abaixo como as cores impactam na beleza do motor:

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Conheça o motor N67 MAR-I/Tier 3 presente no pulverizador Defensor 2500 da New Holland

A New Holland Agriculture lançou o pulverizador Defensor 2500 equipado com o motor N67 MAR-I/Tier 3 da FPT Industrial que possui 175hp e 6 cilindros, além da tecnologia Eco Cruise, que aprimora o aproveitamento do diesel, gerando mais energia. Esse motor roda mais leve e com uma resposta do sistema de tração muito mais rápida do que a concorrência.

As melhorias não param por aí. Com o N67 MAR-I/Tier 3, o operador do Defensor 2500 terá uma tração com respostas mais rápidas, gerando mais precisão aos movimentos mesmo em vazões mais baixas, graças às nove seções de comando, bomba PWM e válvula de restrição de fluxo para baixo volume. E o melhor de tudo isso: sem barulho devido a um silenciador que elimina os ruídos do motor.

A gestão da velocidade é fundamental para qualquer máquina, pois influencia diretamente no resultado do tempo em que  máquina vai trabalhar e na eficiência do serviço realizado. Nos testes realizados pela FPT, o N67 MAR-I/Tier 3 apresentou aumento de 15% na velocidade do pulverizador. Isso significa que o operador terá mais controle do equipamento na realização do trabalho em terrenos e relevos diversos.

Com o novo motor N67 MAR-I/Tier 3, a FPT Industrial prova que a inovação tecnológica está em seu sangue, e ela tem reflexo imediato na produtividade do equipamento no campo. Tanto pela inserção do EcoCruise, como pelas inovações de precisão, o novo conjunto desenvolvido para o Defensor 2500 é o mais eficiente da categoria.

Intercooler: por que ele é tão importante?

Cada vez mais, o intercooler ganha importância entre os elementos do motor. No post de hoje, você vai saber o que é o intercooler, como ele funciona e por que ele é tão importante.

Em linhas gerais, o intercooler tem a função de resfriar o ar que está sendo pressurizado antes de ele entrar no motor. E qual a vantagem disso? Imagine que a turbina do motor esteja puxando o ar da admissão a uma temperatura de 30°. Quando esse ar é pressurizado, a sua temperatura pode se elevar a 80°, por exemplo. Ou seja, um ganho de 50° de temperatura. A temperatura mais alta deixa o ar mais dilatado, reduzindo a quantidade de oxigênio e fazendo com que as moléculas fiquem mais distantes umas das outras.

E por que isso não é bom para o motor? O cilindro tem uma certa capacidade de volume e, ao injetar o ar dilatado, menos oxigênio é utilizado na câmara de combustão, reduzindo assim o torque e a potência do motor. Além disso, o pistão eleva ainda mais a temperatura da mistura ar-combustível injetada para dentro do cilindro e, se essa mistura já entrar no compartimento a uma temperatura mais baixa, evita que o ar se dilate muito. A temperatura amena do ar também ajuda a resfriar o cilindro, o pistão e todas as outras peças que sofrem o impacto da mistura ar-combustível quente. Em resumo, o intercooler não serve apenas para aumentar o torque e a potência do motor, ele serve também para ajudar a preservar a temperatura da câmara de combustão.

O intercooler nada mais é do que um trocador de calor. Por ficar posicionado na parte frontal do veículo, ele consegue aproveitar o ar do ambiente, deixando a parte de metal mais fria, o que, consequentemente, vai resfriar o ar que passa pelas galerias da peça. Nesse aspecto, é importante dizer que a temperatura do ar do ambiente vai interferir na eficiência do resfriamento do intercooler. É dizer que o intercooler de um veículo rodando a uma temperatura ambiente de 5°, por exemplo, terá uma eficiência maior do que um intercooler de um carro rodando em um lugar com o clima a 35°.

Como você pode ver, as vantagens em se utilizar o intercooler são imensas. Não esqueça nunca de seguir corretamente os procedimentos de manutenção e verificações periódicas nesta peça.

Porque não chipar o seu motor

Os motores com injeção eletrônica de hoje em dia possuem um nível de tecnologia tão avançado que suas funções são gerenciadas por uma central que controla inúmeros detalhes, tais como a tempo de abertura de bicos, ângulo de injeção de combustível, pressão de injeção, queima de combustível, corte de giro, estabilidade de marcha lenta, limitações de velocidade e muitos outros.

Quando se fala em “chipar o motor”, as pessoas estão se referindo à prática de modificar os parâmetros da injeção eletrônica quanto às suas variáveis, podendo aumentar a potência do veículo e elevar o torque em baixas rotações. Porém, a FPT não recomenda a realização dessas alterações na calibração original do motor.

Nossos engenheiros desenvolveram cada versão de motor buscando a melhor relação entre desempenho, consumo, durabilidade e, é claro, respeitando os níveis de emissões. Quando você altera o software do motor, acaba prejudicando outros parâmetros e, muitas vezes, só descobrirá a falha quando seu bruto quebrar. Por exemplo: você aumenta a potência, mas pode comprometer a temperatura do turbo e pistões, pressão no interior do cilindro, que comprometem os pistões, bielas, casquilhos, fazendo-os durar muito menos. Vale lembrar também que qualquer modificação do tipo acarreta na perda da Garantia. E aí o prejuízo no bolso pode ser muito maior…

Quando você “chipa o motor”, os ganhos podem até ser imediatos. Porém, a longo prazo, eles não compensam os estragos que podem acontecer. Nossos motores já são desenvolvidos para atender perfeitamente a sua missão.

Embarcação blindada para operação militar na Amazônia carrega motor FPT Industrial

A DGS Defense, Empresa Estratégica de Defesa, em parceria com a FPT Industrial lançam o 888 RAPTOR, com motor N67. Embarcação tática fluvial blindada de alto desempenho, a DGS 888 RAPTOR tem 9,2 metros de comprimento, capacidade de carga superior a 2.000 Kg, visão termal estabilizada, radar de ultra-alta definição e 4 estações para armamento calibres 12,7 e 7,56 mm, atendendo e superando todos os requisitos operacionais e logísticos desejados para uma embarcação dessa categoria.

Tudo isso, impulsionado pelo motor N67 da FPT Industrial, capaz de garantir uma melhor eficiência mesmo nas situações mais exigentes, sem comprometer a vida útil do motor. Este desempenho competitivo é suportado por redução de ruído e vibrações criando uma sensação de navegação extremamente favorável. O motor da FPT Industrial se enquadra na faixa de propulsores “High Speed”. É constituído por 6 cilindros em linha e com volume de 6.7 litros. Equipado com um turbocompressor de alta eficiência, gera 570 hp de potência.

A FPT Industrial, que possui no seu portfólio motores para máquinas agrícolas e de construção, caminhões, ônibus e Grupos Geradores, além dos barcos, desenvolveu o motor N67 para a DGS 888 RAPTOR com características específicas para essa aplicação como confiabilidade e robustez. Para Marco Rangel, Presidente da FPT Industrial, “Fazer parte desse projeto da DGS marca a entrada da FPT Industrial no mercado marítimo no Brasil. No mundo somos referência nessa aplicação, e toda a nossa experiência só irá beneficiar o nosso cliente e o mercado brasileiro”, conclui o executivo.

Além disso, a DGS 888 RAPTOR possui capacidades únicas, como navegar em locais com apenas 50 centímetros de água, mesmo em presença de objetos na superfície ou semi-submersos, como troncos de árvores, além de transportar 15 homens a distâncias superiores a 500 km, a uma velocidade média de 60 km/h.

Uma das maiores vantagens da DGS 888 RAPTOR é ser 100% fabricada com um copolímero de alto peso molecular, conferindo características exclusivas como, por exemplo, retardo de chama, ser insubmergível (por ter uma densidade menor que a água) e ter elevada capacidade de absorver choques, o que a diferencia das embarcações feitas em fibra de vidro e alumínio.

Assista no vídeo abaixo o DGS 888 RAPTOR em ação!

Sustentabilidade e Tecnologia caminham lado a lado para a FPT Industrial

Na semana em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente, a FPT Industrial tem mais um motivo para comemorar. A marca acaba de ser premiada pela AEA – Associação Brasileira de Engenharia Automotiva – com o primeiro lugar no Prêmio AEA de Meio Ambiente 2017, na categoria Tecnologia.

A cerimônia de entrega da premiação foi realizada ontem, dia 07, em São Paulo, e contou com a presença de representantes de importantes empresas, associações e órgãos brasileiros, como a ANFAVEA e o IBAMA.

Com o trabalho “Os desafios da introdução do óleo API CJ4 no mercado da América Latina”, os engenheiros/autores Luiz Noronha e Gustavo Teixeira confirmaram o compromisso da FPT Industrial com a evolução tecnológica e respeito ao meio ambiente.

“O Prêmio AEA é um importante reconhecimento de que a FPT tem  ações sólidas e agora premiadas em nossa região, a respeito da sustentabilidade”, afirma Noronha.

Em sua 11ª edição do Prêmio, a AEA tradicionalmente reconhece as empresas, universidades e institutos de pesquisas que se destacam através de projetos de tecnologias e responsabilidade social, que beneficiam o meio ambiente e a qualidade de vida.  Em 2014, a FPT recebeu Menção Honrosa pelo trabalho “Desempenho e Emissões de um motor diesel operando com baixas vazões de hidrogênio”, de autoria do engenheiro Luiz Noronha.

Clique aqui e baixe o artigo vencedor do prêmio.

5 dicas simples para elevar a vida útil do seu motor

Elevar a vida útil do motor é tão fácil quanto dirigir. Com apenas alguns cuidados simples, você evita dores de cabeça e ainda aumenta a durabilidade do seu veículo.

Pensando nisso, separamos algumas dicas simples e eficientes para ajudar você nessa tarefa.

Troque o óleo periodicamente

O óleo lubrificante é responsável por lubrificar peças móveis do motor e remover partículas e impurezas, realizando sua limpeza. Por isso, ele precisa ser trocado dentro do prazo estabelecido.

Como a periodicidade de troca pode variar conforme o modelo do seu veículo e até a finalidade (caminhões, embarcações, máquinas agrícolas ou de construção também entram na lista), o ideal é respeitar as indicações contidas no manual do usuário e estar sempre em contato com a concessionária.

Substitua os filtros

Os filtros de óleo, ar e de combustível são responsáveis pelo armazenamento de várias impurezas que poderiam entrar em contato com o motor. Para evitar que isso aconteça, eles devem ser substituídos.

O filtro de óleo precisa ser trocado no momento da troca do lubrificante. Já o de combustível e o de ar, a cada 10 mil quilômetros rodados – o que também varia de modelo para modelo.

Reforçar a importância do uso de filtros e fluidos originais.

Confira o fluido do radiador

O nível do reservatório nunca pode ultrapassar o nível máximo permitido, muito menos ficar abaixo do nível mínimo. Caso isso ocorra, o motor pode sofrer com superaquecimento.

Outros cuidados para evitar esse superaquecimento é trocar o aditivo do radiador e fazer a limpeza do sistema de arrefecimento, conforme indicações do manual do usuário e da concessionária.

Fique atento na troca de marchas

Sabe aquela mania de esticar a troca de marchas? Ela pode desgastar seu motor e diminuir sua vida útil. Por isso, é importante fazer as trocas corretamente e com suavidade.

A redução na troca da marcha também deve ser realizada corretamente, a fim de se evitar o sobregiro do motor.

Não exagere na aceleração

Quando aceleramos exageradamente, podemos acelerar o desgaste do motor e aumentar o gasto de combustível. É importante acelerar de forma suave, evitando deixar o motor em elevadas rotações (sinalizadas em vermelho no conta-giros do veículo).

Tem alguma outra dica? Compartilhe conosco nos comentários.

Motor disparado: como e por que isso acontece

Você provavelmente já deve ter ouvido falar em “motor disparado” ou pode, até mesmo, ter vivenciado quando os motores a diesel não eram controlados eletronicamente. Seja qual for o caso, vamos lhe dizer o que pode causar esse problema.

Por que um motor dispara?

O motor a gasolina usa uma válvula borboleta para controlar o volume de ar e, consequentemente, o volume de combustível. Nos motores a diesel, o princípio é um pouco diferente: não há válvula borboleta e a rotação do motor é determinada pela variação quantidade de combustível injetado nos cilindros.

Dessa forma, nos motores a diesel, se alguma substância inflamável começar a ser adicionada a câmara de combustão sem o devido controle, o motor poderá acelerar descontroladamente, pois, enquanto há ar e algo a ser queimado dentro dos cilindros, o motor a diesel pode continuar trabalhando. Essa aceleração não intencional é o que chamamos de “motor disparado”.

Existem varias causas que podem fazer um motor diesel disparar. Por exemplo, em motores desgastados, onde haja folga entre os pistões e as paredes do cilindro, os gases da combustão poderão passar pelos lados dos pistões, entrar no cárter e levar névoa de óleo para a admissão (em motores cujo sistema de respiro de gases é interligado com a admissão, chamados de sistema CCV – Closed Crankcase Ventilation). Como o óleo lubrificante tem propriedades de combustão semelhantes às do diesel, o motor pode trabalhar com essa admissão extra de combustível. Quanto maior a velocidade do motor, maior o volume de névoa de óleo forçado pelo respiro do cárter, causando um ciclo de alimentação do motor que poderá levá-lo ao consumo do óleo lubrificante e à consequente quebra.

Essa alimentação cíclica de óleo lubrificante também poderá acontecer se você colocar óleo lubrificante demais no motor. É por isso que os manuais são enfáticos: nunca coloque mais óleo do que o recomendado. Isso porque, em vez de vapor ou névoa de óleo, quem poderá subir pelo respiro será o próprio óleo lubrificante, que poderá causar o mesmo problema.

A situação mais comum, contudo, é quando acontece uma falha ou má regulagem da bomba injetora ou do acelerador, que injeta combustível sem controle, causando uma aceleração excessiva do motor.

Hoje, com os motores a diesel controlados eletronicamente, isso é mais difícil de acontecer, especialmente porque os motores modernos podem cortar a injeção de diesel eletronicamente, evitando situações como essa.

Se acontecer de o seu motor disparar procure se afastar o mais rápido possível, pois ele pode quebrar projetando pedaços em alta velocidade, colocando em risco sua integridade física.

Colaboração: Embaixador Luiz Noronha

Embaixador - Luiz Noronha

Como prevenir quebras na região do anel do pistão

Antes que as quebras possam ser prevenidas, devemos primeiramente entender as causas que levam ao dano. A região dos anéis do êmbolo pode ser danificada pela elevação do pico de pressão da combustão ou pela detonação excessiva do combustível (ciclo otto).

A forma da fissura raramente é vertical, e normalmente o ângulo da linha de quebra indicará a direção da força (ascendente ou descendente) que a causou. Munido dessa informação é mais provável que você identifique o motivo do dano. A fissura na região danificada geralmente forma um “\/” ou “/\”. Se pensarmos no “\/” como uma cunha e se a cunha foi induzida, as linhas da queda estariam se aproximando e não se separando. A força que causou a quebra deve ter forçado a cunha para fora e vindo da direção do ápice do “\/”.

Se as fendas ou linhas de fissura tiverem a forma de “\/”, como na figura acima, a força do dano deve ter vindo da direção da extremidade aberta do pistão. As forças naturais exercidas sobre um pistão a partir dessa direção são relativamente pequenas e não podem causar a quebra dessa região. A causa mais provável desse tipo de dano seria um problema de montagem que poderia fazer com que os anéis entrassem em contacto com o topo do cilindro. A pressão extra, necessária para tentar empurrar o pistão no cilindro, força os anéis para cima, fraturando a região. As aberturas de anel de pistão que sujam portas de cilindro em motores de dois tempos também podem causar esse tipo de dano. A falta de anéis de pistão nas portas dos cilindros nos motores de dois tempos também pode causar esse tipo de dano.

As fissuras que possuem essa forma “/\”, como mostrado na figura acima, indicam que a força prejudicial veio da extremidade da coroa do pistão, sendo a sobrecarga a causa mais comum. Uma taxa de compressão muito alta por ignição avançada, pré-ignição ou detonação pode causar essa forma de quebra. Verifique então o ponto de injeção, a altura dos pistões e não utilize combustíveis de má qualidade. Caso contrário, a substituição do pistão rachado pode não resolver o problema permanentemente.