Intercooler: por que ele é tão importante?

Cada vez mais, o intercooler ganha importância entre os elementos do motor. No post de hoje, você vai saber o que é o intercooler, como ele funciona e por que ele é tão importante.

Em linhas gerais, o intercooler tem a função de resfriar o ar que está sendo pressurizado antes de ele entrar no motor. E qual a vantagem disso? Imagine que a turbina do motor esteja puxando o ar da admissão a uma temperatura de 30°. Quando esse ar é pressurizado, a sua temperatura pode se elevar a 80°, por exemplo. Ou seja, um ganho de 50° de temperatura. A temperatura mais alta deixa o ar mais dilatado, reduzindo a quantidade de oxigênio e fazendo com que as moléculas fiquem mais distantes umas das outras.

E por que isso não é bom para o motor? O cilindro tem uma certa capacidade de volume e, ao injetar o ar dilatado, menos oxigênio é utilizado na câmara de combustão, reduzindo assim o torque e a potência do motor. Além disso, o pistão eleva ainda mais a temperatura da mistura ar-combustível injetada para dentro do cilindro e, se essa mistura já entrar no compartimento a uma temperatura mais baixa, evita que o ar se dilate muito. A temperatura amena do ar também ajuda a resfriar o cilindro, o pistão e todas as outras peças que sofrem o impacto da mistura ar-combustível quente. Em resumo, o intercooler não serve apenas para aumentar o torque e a potência do motor, ele serve também para ajudar a preservar a temperatura da câmara de combustão.

O intercooler nada mais é do que um trocador de calor. Por ficar posicionado na parte frontal do veículo, ele consegue aproveitar o ar do ambiente, deixando a parte de metal mais fria, o que, consequentemente, vai resfriar o ar que passa pelas galerias da peça. Nesse aspecto, é importante dizer que a temperatura do ar do ambiente vai interferir na eficiência do resfriamento do intercooler. É dizer que o intercooler de um veículo rodando a uma temperatura ambiente de 5°, por exemplo, terá uma eficiência maior do que um intercooler de um carro rodando em um lugar com o clima a 35°.

Como você pode ver, as vantagens em se utilizar o intercooler são imensas. Não esqueça nunca de seguir corretamente os procedimentos de manutenção e verificações periódicas nesta peça.

Porque não chipar o seu motor

Os motores com injeção eletrônica de hoje em dia possuem um nível de tecnologia tão avançado que suas funções são gerenciadas por uma central que controla inúmeros detalhes, tais como a tempo de abertura de bicos, ângulo de injeção de combustível, pressão de injeção, queima de combustível, corte de giro, estabilidade de marcha lenta, limitações de velocidade e muitos outros.

Quando se fala em “chipar o motor”, as pessoas estão se referindo à prática de modificar os parâmetros da injeção eletrônica quanto às suas variáveis, podendo aumentar a potência do veículo e elevar o torque em baixas rotações. Porém, a FPT não recomenda a realização dessas alterações na calibração original do motor.

Nossos engenheiros desenvolveram cada versão de motor buscando a melhor relação entre desempenho, consumo, durabilidade e, é claro, respeitando os níveis de emissões. Quando você altera o software do motor, acaba prejudicando outros parâmetros e, muitas vezes, só descobrirá a falha quando seu bruto quebrar. Por exemplo: você aumenta a potência, mas pode comprometer a temperatura do turbo e pistões, pressão no interior do cilindro, que comprometem os pistões, bielas, casquilhos, fazendo-os durar muito menos. Vale lembrar também que qualquer modificação do tipo acarreta na perda da Garantia. E aí o prejuízo no bolso pode ser muito maior…

Quando você “chipa o motor”, os ganhos podem até ser imediatos. Porém, a longo prazo, eles não compensam os estragos que podem acontecer. Nossos motores já são desenvolvidos para atender perfeitamente a sua missão.

O banco de provas da FPT Industrial

A FPT Industrial é uma das principais produtoras de motores do mundo. Para conquistar esse reconhecimento nos esforçamos sempre em agregar valor aos produtos que equipam as suas máquinas, caminhões e Geradores de Energia.

Dentro do nosso laboratório de motores, trabalhamos com mais de 60 protótipos por ano, ultrapassando mais de 3.000 horas de testes para cada motor. Toda a bateria de testes tem como objetivo garantir que o seu motor FPT funcione com a máxima performance, eficiência e menores níveis de emissões de poluentes.

Veja no vídeo abaixo o nosso engenheiro Fernando Ulhoa comentando sobre o banco de provas da FPT Industrial localizado em Betim, Minas Gerais.

O CENTRO DE DISTRIBUIÇÃO DA FPT INDUSTRIAL

O Centro de Distribuição da CNH, que opera a logística de peças da FPT Industrial, está localizada em Sorocaba/SP, ocupando uma área verde de 135 mil m2. Para um atendimento ágil e eficiente, ele está próximo às principais rodovias e aeroportos, com rotas expressas e frete prioritário para pedidos emergenciais. O Centro de Distribuição controla, com precisão, a estocagem de mais de 20 milhões de itens para que você receba a sua peça no menor tempo possível e onde você estiver.

Conheça o moderno Centro de Distribuição CNH Industrial no vídeo abaixo.

Embarcação blindada para operação militar na Amazônia carrega motor FPT Industrial

A DGS Defense, Empresa Estratégica de Defesa, em parceria com a FPT Industrial lançam o 888 RAPTOR, com motor N67. Embarcação tática fluvial blindada de alto desempenho, a DGS 888 RAPTOR tem 9,2 metros de comprimento, capacidade de carga superior a 2.000 Kg, visão termal estabilizada, radar de ultra-alta definição e 4 estações para armamento calibres 12,7 e 7,56 mm, atendendo e superando todos os requisitos operacionais e logísticos desejados para uma embarcação dessa categoria.

Tudo isso, impulsionado pelo motor N67 da FPT Industrial, capaz de garantir uma melhor eficiência mesmo nas situações mais exigentes, sem comprometer a vida útil do motor. Este desempenho competitivo é suportado por redução de ruído e vibrações criando uma sensação de navegação extremamente favorável. O motor da FPT Industrial se enquadra na faixa de propulsores “High Speed”. É constituído por 6 cilindros em linha e com volume de 6.7 litros. Equipado com um turbocompressor de alta eficiência, gera 570 hp de potência.

A FPT Industrial, que possui no seu portfólio motores para máquinas agrícolas e de construção, caminhões, ônibus e Grupos Geradores, além dos barcos, desenvolveu o motor N67 para a DGS 888 RAPTOR com características específicas para essa aplicação como confiabilidade e robustez. Para Marco Rangel, Presidente da FPT Industrial, “Fazer parte desse projeto da DGS marca a entrada da FPT Industrial no mercado marítimo no Brasil. No mundo somos referência nessa aplicação, e toda a nossa experiência só irá beneficiar o nosso cliente e o mercado brasileiro”, conclui o executivo.

Além disso, a DGS 888 RAPTOR possui capacidades únicas, como navegar em locais com apenas 50 centímetros de água, mesmo em presença de objetos na superfície ou semi-submersos, como troncos de árvores, além de transportar 15 homens a distâncias superiores a 500 km, a uma velocidade média de 60 km/h.

Uma das maiores vantagens da DGS 888 RAPTOR é ser 100% fabricada com um copolímero de alto peso molecular, conferindo características exclusivas como, por exemplo, retardo de chama, ser insubmergível (por ter uma densidade menor que a água) e ter elevada capacidade de absorver choques, o que a diferencia das embarcações feitas em fibra de vidro e alumínio.

Assista no vídeo abaixo o DGS 888 RAPTOR em ação!

Sustentabilidade e Tecnologia caminham lado a lado para a FPT Industrial

Na semana em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente, a FPT Industrial tem mais um motivo para comemorar. A marca acaba de ser premiada pela AEA – Associação Brasileira de Engenharia Automotiva – com o primeiro lugar no Prêmio AEA de Meio Ambiente 2017, na categoria Tecnologia.

A cerimônia de entrega da premiação foi realizada ontem, dia 07, em São Paulo, e contou com a presença de representantes de importantes empresas, associações e órgãos brasileiros, como a ANFAVEA e o IBAMA.

Com o trabalho “Os desafios da introdução do óleo API CJ4 no mercado da América Latina”, os engenheiros/autores Luiz Noronha e Gustavo Teixeira confirmaram o compromisso da FPT Industrial com a evolução tecnológica e respeito ao meio ambiente.

“O Prêmio AEA é um importante reconhecimento de que a FPT tem  ações sólidas e agora premiadas em nossa região, a respeito da sustentabilidade”, afirma Noronha.

Em sua 11ª edição do Prêmio, a AEA tradicionalmente reconhece as empresas, universidades e institutos de pesquisas que se destacam através de projetos de tecnologias e responsabilidade social, que beneficiam o meio ambiente e a qualidade de vida.  Em 2014, a FPT recebeu Menção Honrosa pelo trabalho “Desempenho e Emissões de um motor diesel operando com baixas vazões de hidrogênio”, de autoria do engenheiro Luiz Noronha.

Clique aqui e baixe o artigo vencedor do prêmio.

5 dicas simples para elevar a vida útil do seu motor

Elevar a vida útil do motor é tão fácil quanto dirigir. Com apenas alguns cuidados simples, você evita dores de cabeça e ainda aumenta a durabilidade do seu veículo.

Pensando nisso, separamos algumas dicas simples e eficientes para ajudar você nessa tarefa.

Troque o óleo periodicamente

O óleo lubrificante é responsável por lubrificar peças móveis do motor e remover partículas e impurezas, realizando sua limpeza. Por isso, ele precisa ser trocado dentro do prazo estabelecido.

Como a periodicidade de troca pode variar conforme o modelo do seu veículo e até a finalidade (caminhões, embarcações, máquinas agrícolas ou de construção também entram na lista), o ideal é respeitar as indicações contidas no manual do usuário e estar sempre em contato com a concessionária.

Substitua os filtros

Os filtros de óleo, ar e de combustível são responsáveis pelo armazenamento de várias impurezas que poderiam entrar em contato com o motor. Para evitar que isso aconteça, eles devem ser substituídos.

O filtro de óleo precisa ser trocado no momento da troca do lubrificante. Já o de combustível e o de ar, a cada 10 mil quilômetros rodados – o que também varia de modelo para modelo.

Reforçar a importância do uso de filtros e fluidos originais.

Confira o fluido do radiador

O nível do reservatório nunca pode ultrapassar o nível máximo permitido, muito menos ficar abaixo do nível mínimo. Caso isso ocorra, o motor pode sofrer com superaquecimento.

Outros cuidados para evitar esse superaquecimento é trocar o aditivo do radiador e fazer a limpeza do sistema de arrefecimento, conforme indicações do manual do usuário e da concessionária.

Fique atento na troca de marchas

Sabe aquela mania de esticar a troca de marchas? Ela pode desgastar seu motor e diminuir sua vida útil. Por isso, é importante fazer as trocas corretamente e com suavidade.

A redução na troca da marcha também deve ser realizada corretamente, a fim de se evitar o sobregiro do motor.

Não exagere na aceleração

Quando aceleramos exageradamente, podemos acelerar o desgaste do motor e aumentar o gasto de combustível. É importante acelerar de forma suave, evitando deixar o motor em elevadas rotações (sinalizadas em vermelho no conta-giros do veículo).

Tem alguma outra dica? Compartilhe conosco nos comentários.

Motor disparado: como e por que isso acontece

Você provavelmente já deve ter ouvido falar em “motor disparado” ou pode, até mesmo, ter vivenciado quando os motores a diesel não eram controlados eletronicamente. Seja qual for o caso, vamos lhe dizer o que pode causar esse problema.

Por que um motor dispara?

O motor a gasolina usa uma válvula borboleta para controlar o volume de ar e, consequentemente, o volume de combustível. Nos motores a diesel, o princípio é um pouco diferente: não há válvula borboleta e a rotação do motor é determinada pela variação quantidade de combustível injetado nos cilindros.

Dessa forma, nos motores a diesel, se alguma substância inflamável começar a ser adicionada a câmara de combustão sem o devido controle, o motor poderá acelerar descontroladamente, pois, enquanto há ar e algo a ser queimado dentro dos cilindros, o motor a diesel pode continuar trabalhando. Essa aceleração não intencional é o que chamamos de “motor disparado”.

Existem varias causas que podem fazer um motor diesel disparar. Por exemplo, em motores desgastados, onde haja folga entre os pistões e as paredes do cilindro, os gases da combustão poderão passar pelos lados dos pistões, entrar no cárter e levar névoa de óleo para a admissão (em motores cujo sistema de respiro de gases é interligado com a admissão, chamados de sistema CCV – Closed Crankcase Ventilation). Como o óleo lubrificante tem propriedades de combustão semelhantes às do diesel, o motor pode trabalhar com essa admissão extra de combustível. Quanto maior a velocidade do motor, maior o volume de névoa de óleo forçado pelo respiro do cárter, causando um ciclo de alimentação do motor que poderá levá-lo ao consumo do óleo lubrificante e à consequente quebra.

Essa alimentação cíclica de óleo lubrificante também poderá acontecer se você colocar óleo lubrificante demais no motor. É por isso que os manuais são enfáticos: nunca coloque mais óleo do que o recomendado. Isso porque, em vez de vapor ou névoa de óleo, quem poderá subir pelo respiro será o próprio óleo lubrificante, que poderá causar o mesmo problema.

A situação mais comum, contudo, é quando acontece uma falha ou má regulagem da bomba injetora ou do acelerador, que injeta combustível sem controle, causando uma aceleração excessiva do motor.

Hoje, com os motores a diesel controlados eletronicamente, isso é mais difícil de acontecer, especialmente porque os motores modernos podem cortar a injeção de diesel eletronicamente, evitando situações como essa.

Se acontecer de o seu motor disparar procure se afastar o mais rápido possível, pois ele pode quebrar projetando pedaços em alta velocidade, colocando em risco sua integridade física.

Colaboração: Embaixador Luiz Noronha

Embaixador - Luiz Noronha

Como prevenir quebras na região do anel do pistão

Antes que as quebras possam ser prevenidas, devemos primeiramente entender as causas que levam ao dano. A região dos anéis do êmbolo pode ser danificada pela elevação do pico de pressão da combustão ou pela detonação excessiva do combustível (ciclo otto).

A forma da fissura raramente é vertical, e normalmente o ângulo da linha de quebra indicará a direção da força (ascendente ou descendente) que a causou. Munido dessa informação é mais provável que você identifique o motivo do dano. A fissura na região danificada geralmente forma um “\/” ou “/\”. Se pensarmos no “\/” como uma cunha e se a cunha foi induzida, as linhas da queda estariam se aproximando e não se separando. A força que causou a quebra deve ter forçado a cunha para fora e vindo da direção do ápice do “\/”.

Se as fendas ou linhas de fissura tiverem a forma de “\/”, como na figura acima, a força do dano deve ter vindo da direção da extremidade aberta do pistão. As forças naturais exercidas sobre um pistão a partir dessa direção são relativamente pequenas e não podem causar a quebra dessa região. A causa mais provável desse tipo de dano seria um problema de montagem que poderia fazer com que os anéis entrassem em contacto com o topo do cilindro. A pressão extra, necessária para tentar empurrar o pistão no cilindro, força os anéis para cima, fraturando a região. As aberturas de anel de pistão que sujam portas de cilindro em motores de dois tempos também podem causar esse tipo de dano. A falta de anéis de pistão nas portas dos cilindros nos motores de dois tempos também pode causar esse tipo de dano.

As fissuras que possuem essa forma “/\”, como mostrado na figura acima, indicam que a força prejudicial veio da extremidade da coroa do pistão, sendo a sobrecarga a causa mais comum. Uma taxa de compressão muito alta por ignição avançada, pré-ignição ou detonação pode causar essa forma de quebra. Verifique então o ponto de injeção, a altura dos pistões e não utilize combustíveis de má qualidade. Caso contrário, a substituição do pistão rachado pode não resolver o problema permanentemente.

SCR ou EGR?

Os Óxidos de Nitrogênio (conhecidos como NOx) são gases poluentes emitidos pelos motores de combustão e que causam sérios danos à nossa saúde – irritações das vias respiratórias, asma, enfisemas, bronquite, entre outros – e ao meio ambiente – chuva ácida, smog fotoquímico (poluição branca em dias frios) e até buracos na camada de Ozônio.

Tratar esses gases, transformando-os em substâncias inofensivas antes que deixem o escapamento dos veículos torna-se um compromisso dos Engenheiros e ainda mais que isso: uma exigência legal. Existem várias tecnologias desenvolvidas para redução desses poluentes, e entre elas destacam-se o EGR (Recirculação de Gases de Escape) e SCR (Redução Catalítica Seletiva), pela praticidade e eficiência comprovada nas mais variadas aplicações ao redor do mundo. Mas quando devemos usar um outro?

Os Óxidos de Nitrogênio são gerados a partir de altas temperaturas no interior da câmara de combustão. A sua geração pode ser reduzida diretamente na fonte durante a queima do combustível ou após o quarto tempo do motor (escape), utilizando-se catalisadores específicos.

Quando utilizamos o EGR, atuamos diretamente na combustão. Retornando para dentro da câmara os gases que acabaram de ser expelidos, limita-se a concentração de Oxigênio, que é o grande responsável pelas altas temperaturas. Para que esses gases sejam utilizados, pode-se resfriá-los primeiramente, aumentando a sua densidade para aqueles casos onde mais altas eficiências de redução de poluentes são exigidas. É o que chamamos de EGR externo refrigerado. Para menores reduções, pode-se simplesmente recircular o gás ainda antes de deixar o motor, sem qualquer sistema adicional de resfriamento. Esse sistema é chamado de EGR interno. Porém, quando reduzimos a temperatura, favorecemos a formação de material particulado, outro poluente extremamente nocivo e que pode causar inclusive câncer. Em alguns casos, deveremos utilizar filtros e catalisadores de oxidação, para limitar assim a emissão do material particulado.

Se a opção for tratar os Óxidos de Nitrogênio no sistema de escape (SCR), o Engenheiro pode focar na mais alta eficiência de combustão, buscando desempenho. Assim, ocorrem os mais altos picos de temperatura. Isso faz com que a geração de material particulado seja quase nula. Um dos dispositivos mais comuns utilizados para tratar os Óxidos de Nitrogênio chama-se SCR. Trata-se de um catalisador de redução à base de Titânio e Vanádio, no qual os Óxidos de Nitrogênio são abatidos por Amônia, transformando-se em Nitrogênio e vapor de água, ambos completamente inofensivos.

Mas de onde vem a Amônia? Nessa configuração de sistema de pós tratamento de gases, faz-se necessária a utilização de ARLA32, fluido composto por Ureia técnica (não é a mesma usada na agricultura) e água desmineralizada. O veículo possui um tanque para que seja abastecido esse fluido, que após injetado diretamente nos gases de escape (atenção: não pode ser misturado ao combustível, muito menos ao óleo do motor) transforma-se em Amônia, reagindo em seguida com os óxidos de Nitrogênio. Nesses casos, existe o cuidado adicional do motorista, que deve se atentar quanto ao volume de ARLA32 no tanque e também, a qualidade do fluido a ser abastecido. Por lei, a montadora deve garantir que o veículo tenha dispositivos que alertem o motorista quanto ao nível e qualidade do fluido, assim como existência de falhas em algum dos componentes, com avisos sonoros e luminosos no painel. Caso o motorista não faça o reabastecimento ou reparo do componente supostamente danificado, e pra evitar alta emissão de NOx diretamente para a atmosfera, o sistema deve reduzir de maneira gradativa o torque do motor, de modo que não será mais possível operá-lo daquela maneira. Reabastecer com ARLA32 será indispensável para retornar ao trabalho.

A escolha de EGR ou SCR é determinada pela aplicação do veículo, potência do motor, temperaturas típicas de trabalho, entre outros fatores e não existe uma “receita de bolo”. Cada fabricante desenvolve, testa e homologa a sua estratégia junto às autoridades ambientais, e o mais importante é garantir o cumprimento dos limites e durabilidade do sistema, caso contrário, a venda do veículo não é permitida.

Você já utiliza um desses dois sistemas? Conta pra gente a sua experiência!